comparaimoveis
Segurança

Golpes imobiliários: como se proteger ao comprar um imóvel

Conheça os golpes imobiliários mais comuns — sinal antecipado, anúncio falso, documento e procuração falsos — e veja como se proteger na compra.

Publicado em 20/10/2026 · 7 min de leitura

Comprar um imóvel envolve muito dinheiro, pressa e emoção — exatamente a combinação que golpistas procuram. A boa notícia é que a maioria dos golpes segue roteiros conhecidos. Quem conhece os sinais de alerta e segue alguns cuidados simples reduz muito o risco.

Este artigo reúne os golpes mais comuns na compra de imóveis e mostra, de forma prática, como se proteger em cada etapa.

Os golpes mais comuns

1. O golpe do sinal ou depósito antecipado

É o mais frequente. A pessoa encontra um imóvel com ótimo preço e o “corretor” ou “proprietário” pede um depósito para “reservar” a unidade antes da visita, alegando que há outros interessados. Depois do PIX, o contato some.

  • Pedido de dinheiro antes de você visitar o imóvel.
  • Pressão para decidir na hora: “tem outra família interessada”.
  • Conta de pessoa física diferente do dono do imóvel ou da imobiliária.
  • Recusa em fazer a visita presencial ou em mostrar documentos.

2. Anúncio falso ou clonado

Golpistas copiam fotos e descrição de um anúncio verdadeiro, colocam um preço bem abaixo do mercado e um telefone próprio. O imóvel existe, mas quem anuncia não tem nenhuma relação com ele.

3. Falso proprietário e documento falso

Aqui, alguém se passa pelo dono do imóvel, com RG, certidões ou até matrícula adulterados. Pode ser um inquilino agindo de má-fé, um conhecido do proprietário ou um grupo organizado. O objetivo é receber o pagamento e desaparecer antes de você descobrir.

4. Procuração falsa ou irregular

O vendedor diz que está representando o dono por procuração — às vezes o dono “mora fora” ou “está doente”. A procuração pode ser falsa, ter sido revogada ou não dar poderes suficientes para vender.

5. Venda duplicada e imóvel com problemas

O mesmo imóvel é vendido para mais de uma pessoa, ou é vendido escondendo penhoras, dívidas ou disputas de herança. Quem registra primeiro no cartório costuma ter vantagem, e quem pagou sem registrar fica com um problema sério.

6. Boleto ou PIX trocado

Na reta final, você recebe por e-mail ou WhatsApp um boleto ou chave PIX “atualizados” para pagar o sinal ou as custas. Os dados foram alterados por alguém que invadiu ou imitou a conversa.

Como se proteger: o passo a passo

  1. 1

    Visite antes de qualquer pagamento

    Nunca pague sinal, reserva ou “taxa de visita” sem ter visto o imóvel pessoalmente. Use um checklist de visita.

  2. 2

    Confira o corretor e a imobiliária

    Corretores e imobiliárias precisam ter registro no CRECI. Consulte o número no site do CRECI-RS e confirme se o nome bate com quem está falando com você.

  3. 3

    Puxe a matrícula atualizada

    Peça a certidão de matrícula diretamente ao cartório de registro de imóveis (não aceite só uma cópia enviada pelo vendedor). Ela mostra quem é o dono e se há penhoras, hipotecas ou outros registros.

  4. 4

    Confirme a identidade do vendedor

    O nome no documento de identidade deve ser o mesmo da matrícula. Se for casado, normalmente o cônjuge também precisa participar da venda. Desconfie de pressa para evitar esse encontro.

  5. 5

    Valide a procuração no cartório

    Se houver procuração, ela deve ser pública e você pode confirmar sua existência e validade diretamente no tabelionato que a lavrou. Verifique se ela dá poderes específicos para vender aquele imóvel.

  6. 6

    Pague só para contas conferidas

    Os pagamentos devem ir para a conta do proprietário que consta na matrícula ou da imobiliária responsável, sempre com contrato ou recibo. Confirme por telefone qualquer mudança de dados bancários.

  7. 7

    Registre a compra

    O imóvel só passa a ser seu de fato depois do registro da escritura (ou do contrato de financiamento) no cartório de registro de imóveis. Não deixe essa etapa para depois.

Documentos que você deve exigir

Além da matrícula, existem certidões do vendedor e do imóvel que ajudam a revelar dívidas e processos. A lista completa está em documentos para comprar imóvel. Os principais:

  • Certidão de matrícula atualizada, com ônus e ações.
  • Documentos pessoais do vendedor (e do cônjuge, se houver).
  • Certidões de distribuição de ações do vendedor, conforme orientação do cartório.
  • Certidão de débitos de IPTU e declaração de quitação do condomínio — veja condomínio e IPTU.

Cuidado com o “contrato de gaveta”

O contrato de gaveta é um acordo particular que não é registrado em cartório. Ele pode parecer mais barato e rápido, mas o imóvel continua no nome do vendedor. Se ele tiver dívidas, morrer ou vender de novo para outra pessoa, você pode ter muita dificuldade para provar seus direitos. Antes de aceitar esse tipo de negócio, procure orientação jurídica.

Como o ComparaImóveis ajuda

O ComparaImóveis reúne anúncios de imobiliárias da região e mostra os links originais de cada uma. Isso ajuda a perceber quando um preço foge muito do padrão e a falar diretamente com uma imobiliária identificada. Mesmo assim, a conferência de documentos é sempre sua: confirme tudo com a imobiliária, o cartório e, se necessário, um advogado. Entenda nosso funcionamento em como funciona.

Perguntas frequentes

+É seguro pagar sinal para reservar um imóvel?

Só depois de visitar o imóvel, conferir a matrícula e a identidade do vendedor, e com um documento escrito definindo as condições. Nunca pague para conta de terceiros sem relação com o imóvel.

+Como saber se o corretor é de verdade?

Peça o número de inscrição no CRECI e consulte no site do CRECI-RS se o registro está ativo e se o nome confere.

+Como confirmar quem é o dono de um imóvel?

Peça a certidão de matrícula atualizada diretamente ao cartório de registro de imóveis responsável. Ela informa o proprietário e eventuais ônus.

+Procuração é suficiente para vender um imóvel?

Pode ser, desde que seja válida e dê poderes específicos para a venda. Confirme a existência e a validade diretamente no cartório que lavrou a procuração.

Conteúdo educativo, com caráter informativo. Regras, taxas e procedimentos podem mudar e variam por município e instituição — confirme sempre com o cartório, a prefeitura, o banco ou um profissional habilitado antes de decidir.

Continue lendo

Artigos relacionados