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Documentos e custos

Custos para comprar imóvel: ITBI, escritura e registro

Além do preço, comprar imóvel tem ITBI, escritura, registro e outras despesas. Entenda cada custo, quem paga e como se planejar sem surpresas.

Publicado em 20/10/2026 · 6 min de leitura

Muita gente junta dinheiro para a entrada, negocia um bom preço e só depois descobre que ainda falta pagar imposto, cartório e outras despesas. Esses custos não são pequenos e precisam entrar na conta desde o começo.

A seguir explicamos cada um deles. Os valores variam conforme o município, o estado, o valor do imóvel e a forma de pagamento, então use este guia para se planejar e confirme sempre nos órgãos oficiais.

Visão geral dos custos

CustoQuem cobraComo é calculadoQuem costuma pagar
ITBIPrefeitura do município do imóvelPercentual sobre o valor da transação ou o valor de referência do municípioComprador
Escritura públicaTabelionato de NotasTabela de emolumentos do estado, por faixa de valorComprador
Registro da escritura ou do contratoRegistro de ImóveisTabela de emolumentos do estado, por faixa de valorComprador
CertidõesCartórios, tribunais, prefeituraValor por certidão (algumas são gratuitas)A combinar
Taxas do financiamentoBancoAvaliação do imóvel, tarifas e seguros, conforme o contratoComprador
Comissão do corretorImobiliáriaPercentual combinadoEm geral o vendedor, mas depende do acordo

ITBI: o imposto da transmissão

O ITBI (Imposto sobre Transmissão de Bens Imóveis) é um imposto municipal cobrado quando um imóvel muda de dono por compra e venda. Cada prefeitura define a própria alíquota e as regras. Em muitas cidades ela costuma ficar entre 2% e 3% do valor do imóvel, mas isso varia e deve ser confirmado no site ou no setor de tributos da prefeitura.

  • Base de cálculo: em geral, o valor da transação. Alguns municípios usam um valor de referência próprio; esse ponto já gerou discussões judiciais, então confira a regra atual com a prefeitura.
  • Financiamento: algumas cidades têm alíquota diferenciada para a parte financiada por programas habitacionais. Pergunte.
  • Quando pagar: normalmente antes da escritura ou do registro, porque o cartório exige a guia quitada.
  • Onde: na prefeitura do município onde fica o imóvel — São Leopoldo, Novo Hamburgo, Canoas, Porto Alegre etc. têm regras próprias.

Escritura pública

A escritura é o documento feito no Tabelionato de Notas que formaliza a compra e venda. Ela é exigida para imóveis acima de determinado valor fixado em lei. O custo segue a tabela de emolumentos do estado (no Rio Grande do Sul, definida pela legislação estadual) e muda conforme a faixa de valor do imóvel.

Você pode escolher o tabelionato. Peça um orçamento antes: o valor dos emolumentos é tabelado, mas pode haver despesas adicionais, como certidões e cópias.

Registro no cartório de imóveis

Aqui está o ponto que muita gente esquece: só é dono quem registra. A escritura (ou o contrato do banco) precisa ser levada ao Cartório de Registro de Imóveis responsável pela região do imóvel, que vai anotar na matrícula o novo proprietário.

O registro também é cobrado por tabela estadual, por faixa de valor. Se houver financiamento, pode existir um registro adicional para a alienação fiduciária. Peça ao cartório a estimativa antes de protocolar.

Outros custos que pesam no orçamento

  • Certidões: do imóvel e do vendedor. Algumas são gratuitas pela internet, outras têm custo. Veja a lista de documentos.
  • Avaliação do imóvel pelo banco: cobrada na maioria dos financiamentos.
  • Seguros do financiamento: como morte e invalidez e danos físicos ao imóvel, embutidos nas parcelas.
  • Mudança, reformas e móveis: não são custos da compra, mas saem do mesmo bolso.
  • Condomínio e IPTU a partir da entrega das chaves. Veja o que avaliar.
  • Taxas de ligação de luz, água e gás, quando necessário.

Sobre a comissão do corretor, quem paga e quanto depende do combinado entre as partes. Explicamos em como funciona a comissão do corretor. No ComparaImóveis, você fala direto com a imobiliária, sem taxa adicional nossa.

Como montar seu orçamento total

  1. 1

    Parta do preço negociado

    Use o valor que realmente vai constar no contrato, não o do anúncio.

  2. 2

    Calcule o ITBI

    Consulte a alíquota e a base de cálculo na prefeitura do município do imóvel.

  3. 3

    Peça orçamento ao tabelionato e ao registro

    Com o valor do imóvel em mãos, eles informam os emolumentos.

  4. 4

    Some custos do financiamento

    Se houver, peça ao banco a lista de tarifas, avaliação e seguros.

  5. 5

    Reserve uma folga

    Separe uma margem para imprevistos, pequenos reparos e a mudança.

Se é sua primeira compra, o guia completo do primeiro imóvel ajuda a organizar tudo, e o passo a passo do financiamento mostra quando cada custo aparece.

Perguntas frequentes

+Quanto é o ITBI?

Depende do município. Em muitas cidades a alíquota costuma ficar entre 2% e 3% do valor do imóvel, mas é preciso confirmar a regra atual na prefeitura onde o imóvel está.

+Quem paga ITBI, escritura e registro?

Por costume e, em regra, o comprador. As partes podem combinar outra divisão no contrato.

+Quem financia precisa pagar escritura?

Normalmente não, porque o contrato do banco já tem força de escritura. O ITBI e o registro continuam sendo cobrados.

+Dá para usar o FGTS para pagar ITBI e cartório?

Em geral, o FGTS é usado para entrada, amortização ou quitação, e não para esses custos. Confirme as regras vigentes com o banco antes de contar com isso.

Conteúdo educativo, com caráter informativo. Regras, taxas e procedimentos podem mudar e variam por município e instituição — confirme sempre com o cartório, a prefeitura, o banco ou um profissional habilitado antes de decidir.

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